O Organização Mundial de Saúde estima que as infecções bacterianas causam aproximadamente 25% dos 2,8 milhões de mortes neonatais anuais. O risco de adquirir uma doença infecciosa é maior em crianças, especialmente em recém-nascidos. Além disso, a resistência aos antimicrobianos é uma ameaça presente e crescente para a população infantil, restringindo as opções terapêuticas para tratamento de infecções, principalmente por bactérias multidroga resistentes. As consequências desse fenômeno são os elevados custos hospitalares e mortalidade infantil. Por isso, ações de conscientização e uso criterioso de antimicrobianos devem ser pauta em hospitais e instituições de saúde do mundo inteiro.
Com a segunda turma, o curso Programa de Stewardship de Antimicrobianos em Neonatologia e Pediatria, do Multiplica PP, traz para discussão iniciativas com aplicabilidade prática voltadas à efetividade da antibioticoterapia e segurança do paciente, bem como implantação de linhas de cuidado e protocolos para superar os desafios do uso criterioso de antimicrobianos na pediatria, sendo a maior parte deles baseados no conhecimento e experiência dos profissionais que atuam no Hospital Pequeno Príncipe, instituição com 16 anos de experiência em gerenciamento de antimicrobianos.
Um dos motivos que contribuem para essa expertise é que o Hospital foi um dos pioneiros no estado do Paraná e no Brasil a implantar o Serviço de Farmácia Clínica (2007) e formar farmacêuticos especialistas em antimicrobianos, inspirado nos modelos internacionais de Antimicrobial Stewardship Program (ASP). O Hospital pratica o ASP numa perspectiva multidisciplinar e centrada no paciente.
DATA | AULA | DOCENTE |
|---|---|---|
26/05/2026 | Panorama da resistência microbiana em pediatria e o Programa de STW | Dr. Fábio Motta |
28/05/2026 | Modus operandis de um Programa de Stewardship de Antimicrobianos | Marinei Ricieri |
02/06/2026 | Farmacocinética do paciente neonato e pediátrico – AULA GRAVADA | Yeo Jim Kinoshita Moon |
04/06/2026 | Comportamento PK/PD e otimização da antibioticoterapia | Marinei Ricieri |
09/06/2026 | Vancocinemia: como calcular e ajustar doses | Yeo Jim Kinoshita Moon |
11/06/2026 | Stewardship de antimicrobianos nos cuidados paliativos | Dr. Fábio Motta |
16/06/2026 | Papel da farmácia clínica no paciente em cuidados paliativos – AULA GRAVADA | Amanda Toledo |
18/06/2026 | Antibioticoterapia em infecções por gram-positivos | Dra. Ana Frota |
23/06/2026 | Antibioticoterapia em infecções por bactérias gram-negativas MDR | Dr. Fabrizio Motta |
25/06/2026 | Sepse neonatal: manejo e uso criterioso de antimicrobianos | Rosana Rangel |
30/06/2026 | Antibioticoterapia em infecções fúngicas – AULA GRAVADA | Dra. Laura Lanzoni |
02/07/2026 | Tratamento de infecções virais e o impacto no stewardship de antimicrobianos | Dr. Victor Horácio da Costa |
09/07/2026 | O papel das vacinas no Stewardship de Antimicrobianos | Dra. Heloisa Giamberardino |
14/07/2026 | Mecanismos de resistência de BGN e interpretação de antibiograma | Luiza Rodrigues |
16/07/2026 | Prevenção de infecção de corrente sanguínea | Dra. Roseli Calil |
21/07/2026 | Interações medicamentosas e com alimentos em uso de antifúngicos | Beatriz Dias |
23/07/2026 | Interações medicamentosas e com alimentos e orientações via sonda – AULA GRAVADA | Heloisa Barreto |
28/07/2026 | Acesso vascular e compatibilidade físico-química | Bianca Sestren |
30/07/2026 | Uso de antimicrobianos em pacientes com função renal deteriorada – AULA GRAVADA | Heloisa Barreto |
04/08/2026 | Ações de stewardship de antimicrobianos direcionados para equipe de enfermagem – AULA GRAVADA | Vanessa Vilas-Boas |
06/08/2026 | Stewardship com base em linha de cuidado de sepse | Dr. Fábio Motta Allana Roseira |
11/08/2026 | Stewardship com base em linha de cuidado de doenças fúngicas invasivas | Beatriz Dias Dr. Fábio Motta |
13/08/2026 | Stewardship com base em linha de cuidado de pneumonia adquirida na comunidade | Bianca Sestren |
18/08/2026 | Indicadores de stewardship de antimicrobianos – AULA GRAVADA | Stella Bispo |
O Hospital Pequeno Príncipe capacita outros hospitais brasileiros para o gerenciamento de antimicrobianos. O modelo praticado pela instituição já foi levado para outros 15 hospitais localizados em todas as regiões do Brasil, sendo eles público, privado ou filantrópico, de médio e grande porte.
O modelo consiste na expertise em antimicrobianos do farmacêutico clínico para auxiliar o time de stewardship, sobretudo o médico no acompanhamento dos pacientes e gestão do uso de antimicrobianos, principalmente promovendo a articulação com os serviços estratégicos e integrantes da equipe de assistência. Os principais resultados são otimização da antibioticoterapia, minimização dos efeitos adversos aos antimicrobianos, redução dos dias de uso de antibióticos, diminuição de custos e controle do avanço da resistência microbiana.
O Pequeno Príncipe foi reconhecido, pelo quinto ano consecutivo, como o melhor hospital exclusivamente pediátrico da América Latina, segundo a revista norte-americana Newsweek. Das 250 organizações que compõem o rol, 13 são brasileiras. Em mais um ano, o Pequeno Príncipe é o primeiro hospital exclusivamente pediátrico da América Latina a figurar nesse ranking internacional, subindo para a 70.ª posição, oito lugares acima do ano anterior.
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