O Organização Mundial de Saúde estima que as infecções bacterianas causam aproximadamente 25% dos 2,8 milhões de mortes neonatais anuais. O risco de adquirir uma doença infecciosa é maior em crianças, especialmente em recém-nascidos. Além disso, a resistência aos antimicrobianos é uma ameaça presente e crescente para a população infantil, restringindo as opções terapêuticas para tratamento de infecções, principalmente por bactérias multidroga resistentes. As consequências desse fenômeno são os elevados custos hospitalares e mortalidade infantil. Por isso, ações de conscientização e uso criterioso de antimicrobianos devem ser pauta em hospitais e instituições de saúde do mundo inteiro.
Com a segunda turma, o curso Programa de Stewardship de Antimicrobianos em Neonatologia e Pediatria, do Multiplica PP, traz para discussão iniciativas com aplicabilidade prática voltadas à efetividade da antibioticoterapia e segurança do paciente, bem como implantação de linhas de cuidado e protocolos para superar os desafios do uso criterioso de antimicrobianos na pediatria, sendo a maior parte deles baseados no conhecimento e experiência dos profissionais que atuam no Hospital Pequeno Príncipe, instituição com 16 anos de experiência em gerenciamento de antimicrobianos.
Um dos motivos que contribuem para essa expertise é que o Hospital foi um dos pioneiros no estado do Paraná e no Brasil a implantar o Serviço de Farmácia Clínica (2007) e formar farmacêuticos especialistas em antimicrobianos, inspirado nos modelos internacionais de Antimicrobial Stewardship Program (ASP). O Hospital pratica o ASP numa perspectiva multidisciplinar e centrada no paciente.
DATA | AULA | DOCENTE |
|---|---|---|
Aula 1 | Panorama da resistência microbiana em pediatria e o Programa de STW | Dr. Fábio Motta |
Aula 2 | Modus operandis de um Programa de Stewardship de Antimicrobianos | Marinei Ricieri |
Aula 3 | Farmacocinética do paciente neonato e pediátrico | Yeo Jim Kinoshita Moon |
Aula 4 | Comportamento PK/PD e otimização da antibioticoterapia | Marinei Ricieri |
Aula 5 | Vancocinemia: como calcular e ajustar doses | Yeo Jim Kinoshita Moon |
Aula 6 | Stewardship de antimicrobianos nos cuidados paliativos | Dr. Fábio Motta |
Aula 7 | Papel da farmácia clínica no paciente em cuidados paliativos | Amanda Toledo |
Aula 8 | Antibioticoterapia em infecções fúngicas | Dra. Laura Lanzoni |
Aula 9 | Antibioticoterapia em infecções por bactérias gram-negativas MDR | Dr. Fabrizio Motta |
Aula 10 | Sepse neonatal: manejo e uso criterioso de antimicrobianos | Rosana Rangel |
Aula 11 | Antibioticoterapia em infecções por gram-positivos | Dra. Ana Frota |
Aula 12 | Tratamento de infecções virais e o impacto no stewardship de antimicrobianos | Dr. Victor Horácio da Costa |
Aula 13 | O papel das vacinas no Stewardship de Antimicrobianos | Dra. Heloisa Giamberardino |
Aula 14 | Mecanismos de resistência de BGN e interpretação de antibiograma | Luiza Rodrigues |
Aula 15 | Prevenção de infecção de corrente sanguínea | Dra. Roseli Calil |
Aula 16 | Interações medicamentosas e com alimentos em uso de antifúngicos | Beatriz Dias |
Aula 17 | Interações medicamentosas e com alimentos e orientações via sonda | Heloisa Barreto |
Aula 18 | Acesso vascular e compatibilidade físico-química | Bianca Sestren |
Aula 19 | Uso de antimicrobianos em pacientes com função renal deteriorada | Heloisa Barreto |
Aula 20 | Ações de stewardship de antimicrobianos direcionados para equipe de enfermagem | Vanessa Vilas-Boas |
Aula 21 | Stewardship com base em linha de cuidado de sepse | Dr. Fábio Motta Allana Roseira |
Aula 22 | Stewardship com base em linha de cuidado de doenças fúngicas invasivas | Beatriz Dias Dr. Fábio Motta |
Aula 23 | Stewardship com base em linha de cuidado de pneumonia adquirida na comunidade | Bianca Sestren |
Aula 24 | Indicadores de stewardship de antimicrobianos | Stella Bispo |
O Hospital Pequeno Príncipe capacita outros hospitais brasileiros para o gerenciamento de antimicrobianos. O modelo praticado pela instituição já foi levado para outros 15 hospitais localizados em todas as regiões do Brasil, sendo eles público, privado ou filantrópico, de médio e grande porte.
O modelo consiste na expertise em antimicrobianos do farmacêutico clínico para auxiliar o time de stewardship, sobretudo o médico no acompanhamento dos pacientes e gestão do uso de antimicrobianos, principalmente promovendo a articulação com os serviços estratégicos e integrantes da equipe de assistência. Os principais resultados são otimização da antibioticoterapia, minimização dos efeitos adversos aos antimicrobianos, redução dos dias de uso de antibióticos, diminuição de custos e controle do avanço da resistência microbiana.
O Pequeno Príncipe foi reconhecido, pelo quinto ano consecutivo, como o melhor hospital exclusivamente pediátrico da América Latina, segundo a revista norte-americana Newsweek. Das 250 organizações que compõem o rol, 13 são brasileiras. Em mais um ano, o Pequeno Príncipe é o primeiro hospital exclusivamente pediátrico da América Latina a figurar nesse ranking internacional, subindo para a 70.ª posição, oito lugares acima do ano anterior.
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Total de encontros: 24
Conteúdo disponível até fevereiro/27